BlogSlot - Visões de um Caipira Cosmopolita...

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Conselhos do Cainita Piedoso ao Jovem Neófito

Escrevi o texto abaixo há mais de sete anos, no dia 3 de Outubro de 2002. Naquela época, li e conheci bastante sobre Vampiros - história, RPG, livros, dentre outros.
Escrevi para um alista de emails chamada Tinta Rubra. Me surpreendi ao saber hoje que a lista ainda existe.

Deixo aqui postado, como parte da minha história.



Conselhos do Cainita Piedoso ao Jovem Neófito



Sem caminho, sem destino...

Jovem neófito, continuas a vagar. O sono eterno parece distante para uma criatura das trevas como você, vampiro recém-criado.

Neófito cainita, procuras redenção nesta terra amldiçoada? Mas como, se vagas por estas ruas decrépitas, a procura de meros mortais para satisfazer a sede, inadiável e implacável...como, se és tão implacável com estes humanos quanto teus sentimentos são contigo?

Mas tu não te importas com estas almas decrépitas, pobre espírito inconsequente. Outrora mortal, provaste do fel humano destilado nos relacionamentos pessoais que cultivou, cujos quais destruíste de forma cruel após o Abraço. Impiedoso, destruíste toda lembrança que pudesse haver do passado, embora, mesmo assim, continues atormentado pela solidão do mundo cainita.

Estranhas motivações as tuas, Neófito. Procuras te redimir de que, se despreza as almas pelas quais foste responsável direto pelo sono eterno que dormem agora? Se culpas de que, se para tu, estas almas não passam de alimento?

Dividida alma a tua, jovem neófito. Procuras redenção, porém continuas a caçar, predador, desumano nas ações, e tão ironicamente humano nos sentimentos. Fizeste aquilo que muitos pensam em fazer, mas não tiveram coragem, por conta das nefastas consequências com as quais arcas agora, mesmo que acredites que desprezas as pessoas que mataste.

Que teu senhor pensa sobre esta cria? Vangloria-se de teus atos ou te censura? Espero que ainda não o tenhas consumido em tua fúria, jovem neófito, ou arcarás com com consequências piores do que as que sofres agora.

Que dizes? Pensas que teu castigo será algo como o prêmio da inexistência? Pois saibas que outros já trilharam caminhos semelhantes ao teu, e sabem como podem fazer-te sofrer agruras piores do que o próprio fogo do inferno, se queres saber.

Cuidado com tua prepotência, cainita inexperiente. Mesmo um humano poderia te dizimar, mesmo no auge de teu poder e vigor. Poderia se aproveitar de teus sentimentos que tentas ignorar, poderia fazer-te retornar ao pó ao qual todos retornaremos algum dia.

Cuidado com teus sentimentos, Jovem Neófito. Se não perceberes quão terríveis foram teus atos, horrível será a fogueira que teus sentimentos produzirão, que irá consumir-te até os ossos.

Controla teus ímpetos sangrentos nos momentos que sacias tua sede, ou verás tuas vítimas te assombrando por toda tua existência.

Ouve minhas palavras, Neófito, pois não foram poucos os que vi se consumirem da mesma maneira que está destruindo a ti mesmo. Apruma teu rumo antes que teus caminhos te levem a destinos piores do que a própria Morte te conduziria.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

It's time to grow up...

...et laisser le Syndrome de Peter Pan derrière.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Matheus correndo atrãs da pombinha

http://www.youtube.com/watch?v=UhXI1XMbkBw


Pra quem quiser ver o meu sobrinho em um dia feliz aqui em Amparo, aí está o link...rs...

Dia de los Muertos 2009 - Ritos de Passagem


O que eu tiro deste feriado de finados?


(...)


Bem no dia do feriado, recebi uma surpreendente visita do Junior e da Juliana, amigos de longa data (O Junior, de infância, e a Juliana, há uns doze anos eu acho) e namorados.

Ops, noivos.
E, pela imagem ao lado, já deu pra sacar que serão noivos por pouco tempo. Vieram me convidar para o casório, em Janeiro.


Basicamente, é a primeira vez que me convidam para um casamento.
Tá, meu irmão é casado no civil, minha irmã também, mas no caso dos dois foi muito mais uma "formalidade", na minha humilde opinião. Uma oficialização de algo que já era real.
No caso do casal de amigos, é muito mais uma celebração. E que vai pra além de uma mera celebração de um relacionamento, mas também de um rito de passagem - como se eles dois estivessem realmente falando para todos que se tornaram de fato adultos, responsáveis, e assumindo o compromisso de iniciar uma família perante a sociedade amparense.


Eu, pessoalmente, não acredito muito em casamentos. Acho que o sentimento é que é realmente importante, e é ele que se traduz nas benesses materiais, sentimentais, espirituais que buscamos ao longo da vida.
Mas eu reconheço a importância que se tem em um rito de passagem, para nos tornarmos de fato adultos. Mais do que sair de casa, se formar na faculdade, de se ter um filho, como uma celebração tem o poder de mostrar aos nosso círculos que nos tornamos adultos...

Que nos tornamos cidadãos, de fato.
Não que não fôssemos antes, mas muitas vezes os jovens são reconhecidos e respeitados como cidadãos de nossa sociedade após uma celebração, que ateste isto. Aí é que entra o casamento, mais do que qualquer formatura na faculdade, mais do que qualquer emprego, e (infelizmente, eu acho, neste próximo caso) mais do que gerar uma nova vida.


Eu percebo também que eu estou ficando mais maduro.
Meus amigos, hoje, buscam todos algumas estabilidades - financeira, sentimental, espiritual, familiar, dentre outras - e começam a conseguir as primeiras conquistas para o restante de suas vidas. O mesmo se aplica aos meus dois irmãos - que tomaram decisões que repercutirão pelo resto de suas vidas, e que torço muito para que tenham sido as melhores e mais acertadas.

Obviamente que eu não estou exatamente neste "hall". Ainda tenho toda minha vida pela frente, sou jovem e estou estruturando, em algumas áreas até reestruturando minha vida. Não que eu ache que de repente eu não possa conseguir uma, duas ou mais destas, amanhã posso me esforçar ou dar sorte e deixar de me preocupar com as finanças, ou começar a namorar pela primeira vez, me sentir realizado como pessoa após a conquista de uma ou mais destas - como uma pirâmide de Maslow, mas sem a hierarquia rígida desta. Maaaaaaaaaaas acredito que, por mais que eu me realize, sob muitos aspectos apenas após passar e superar alguns dos "ritos" que citei é que poderei conseguir o respeito de alguns...

E de mim mesmo.
E não ter dúvidas de que interajo com semelhantes.


Obviamente que, na realidade, eu lido APENAS com semelhantes. Já dizem há séculos que ninguém é melhor que ninguém.
Por isto, a minha ciência é a de que eu tenho que colocar como dada a necessidade dos ritos para me colocar como semelhante apenas quando isto se fizer imprescindível, e não para eu me reconhecer como semelhante aos demais com quem interajo todos os momentos.



Bem...
A ironia é eu ver o casamento como um "renascimento" justamente no "Dia de los Muertos".
Escrevi sobre este dia, ou neste dia, em anos passados, mas sem escrever especificamente sobre o dia 2 de Novembro, seu significado ou usando-o como contraponto a um acontecimento de meu cotidiano.



A ironia continua após refletir, já que eu também tive pouco de renascimento para mim.




Felicidades ao casal, de verdade.
E um agradecimento pessoal, por me propiciar uma boa reflexão sobre meus ambientes e sobre mim mesmo.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

FÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ-
ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉRRRRRR-
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR-
RRRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII-
IIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA-
AAAAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSS-
SSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


(precisa dizer mais alguma coisa?)

Contagem regressiva - falta pouco...

Agora, faltam aproximadamente dezesseis horas e meia pras minahs férias começarem.




Outro Novembro inesquecível.....rs.....

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

É bom escrever...
Facilita - e muito - a minha compreensão do mundo. Como se eu conseguisse catalisar decentemente as minhas vivências, compreendê-las direito quando escrevo sobre elas.



É uma pena que não dê pra escrever sobre tudo que se passa pelas nossas cabeças....rs....

Contagem regressiva

Faltam três dias úteis para minhas férias no trabalho começarem.


Ou, aproximadamente, neste momento, pelas minhas contas...
Cinquenta e seis horas.


Espero que Novembro seja um looooooooooooooooooooooooooooooooongo mês... ;)

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Cartões, Flerte & Sacrifícios

Hoje resolvi escrever sobre a odisséia de ontem.
Nada muito diferente do que qualquer ser humano faz quando está encantado por alguém, ou do que qualquer leonino é capaz de fazer. Mas que me fez pensar em escrever um pequeno post sobre o assunto.

(pequeno, sim - mas demorei uma hora e dez minutos pra escrever tudo)


Não é um segredo que conheci umas duas semanas atrás, ao sair na famosa Peruada, uma moça bonita, simpática, gente boa e com um delicioso sotaque mineiro. Nos conhecemos, rolou, pegamos metrô juntos, conversamos até sobre Arqueologia Submarina, e a deixei na porta do prédio dela, aqui em Perdizes.
Depois disto, a encontrei no Orkut, iniciamos um contato bacana, e fiquei na esperança de uma oportunidade de combinarmos algo mais pra frente.

E eis que do nada o perfil no Orkut da menina some.
E eu não tenho telefone, não pequei o email, NA-DA. Jegue.

Oh, fuck!
Que farei agora???


Neste momento, lembrei do que os contemporâneos dos meus avós faziam:
Deixar o e-mail de lado e usar os Correios mesmo. Comprar um cartão bonito, com uma mensagem bacana - mas não melosa e apaixonada, daquelas que matariam os diabéticos - e remeter uma cartinha pra moça.

Até aí, tudo bem.
Eu lembrava relativamente bem onde ela morava, e até arrisquei um pequeno mico ao ir até o prédio dela saber direitinho o número exato do edifício (graças a Deus que ela não me viu). Depois, nada que o Google Maps não pudesse me ajudar, pra descobrir o CEP.
E já pensei em bolar um textinho bonitinho pra colocar no cartãozinho, que eu me planejei pra comprar no outro dia.



Então tá.
Saí de casa na segunda de manhã, fui até o Correio - que, quando eu era mais jovem, vendia cartões de aniversário, amizade, casamento e até de amor emm seus estabelecimentos - pra ver se eu achava um grande e belo cartão pra mandar pra menina.

Claro que o Correio não vende mais cartões há muito tempo.
Mas o funcionário disse que, na mesma rua, tinha uma papelaria que vende estes cartões. Talvez ainda desse tempo de pegar um bem bonito e mandar na segunda mesmo, já que ainda era 9 da manhã e eu só entraria no trabalho às 11.


Cheguei na papelaria, comecei a olhar os cartões.
E qual não foi a minha surpresa ao perceber que NENHUM era do tipo que eu queria!!! Ou eram muito melosos, como se eu fosse pedir a menina em casamento, ou eram sobre Aniversário, Amizade, Nascimento, Religiosos...

A propósito, também tinham de Casamento.

Acabei vendo um médio, bonito, de um ursinho com uma padiola cheia de flores. Apesar de eu ter achado o cartão fisicamente "pequeno" para minha empreitada e dos vários coraçõezinhos que ele tinha me darem uma impressão de "excesso de fofura", pelo menos aquele era o Ú-NI-CO dentre os cartões à venda que não diziam "te amo" e suas variações.
Tudo bem que eu estou encantado pela menina, mas ela não precisaria do ceticismo de São Tomé pra ficar com um pé atrás se eu mandasse um "eu te amo" no cartão.


Mas obviamente que eu sou um perfeccionista.
Quero o melhor, pra mim e pra ela. A melhor mensagem, a melhor imagem, e naquele momento, o que mais me incomodava era que eu também queria um cartão grande, com pelo menos uns 20cm de comprimento fechado, pra ficar um negócio bem vistoso. A partir deste momento, a única coisa que me incomodava no cartão do "urso florido" era seu tamanho reduzido.

Obviamente que eu fui atrás de um cartão melhor...
E é óbvio que eu só me lasquei com o meu perfeccionismo.


Primeiro, chego na FNAC da Pedroso, aqui pertinho de casa.
"- Onde ficam os cartões?"
"- Terceiro andar, senhor, na Papelaria."

Subo três lances de escada rolante, xingando a FNAC por não colocar a escada que sobe pro andar superior do lado da saída da escada rolante que vem do andar inferior. Lembro que faziam coisa semelhante no Shopping Santa Úrsula, quando eu morava em Ribeirão Preto, e aquilo me deixava profundamente puto da vida.
Mas tá, né, a menina vale um pequeno atraso no meu trabalho. E algumas calorias a menos.

"- Moço, procurei aqui no terceiro andar inteiro, e não achei os cartões."
"- Pois é, a gente não trabalha com os cartões há algum tempo, o fornecedor não tem mandado pra nós."
" - Mas a moça lá embaixo falou que ficavam aqui..."
"- Sinto muito senhor, mas te informaram errado."
"- ..."

Ah, mas tudo bem, ali na frente tem a Kalunga. É papelaria também, devem ter cartões.

"- Senhor, procurei na loja inteira e não achei os cartões..."
"- Sinto muito, senhor, mas não trabalhamos com cartões."

Puxa, obrigado por avisar.
Agora eu sei onde vou procurar quando precisar mandar um cartão ELETRÔNICO pra alguém...


Fui trabalhar, e ainda cheguei dentro do horário. Menos mal, pois seria um pouco embaraçoso explicar o meu atraso naquele dia...
Depois, dei uma olhadinha na papelaria que tem em frente ao meu trabalho durante meu horário de almoço. Gastei mais ou menos metade do meu horário de almoço - aproximandamente oito minutos - procurando algum cartão que saciasse meu perfeccionismo.

Claro que nem a minha fome, muito menos o meu perfeccionismo, foram devidamente saciados.


Fiquei matutando até o meu expediente acabar. Agora, arrumar um cartão decente tinha se tornado uma questão de honra, e eu ia achar um cartão decente, faça chuva ou faça sol.

Pois é. E ontem choveu.
E é claro que eu fui do meu trabalho até o Shopping Eldorado a pé, tomando uma deliciosa chuva poluída primaveril-paulistana, que serviu para me encharcar totalmente. E passando no caminho por duas papelarias, que tinham cartão até pro Dia dos Professores (!!!!), mas não tinham um cartão grande.

Cheguei pingando no Eldorado, sentindo os últimos pingos da chuva que parava de cair.


Ah, mas agora eu estou Shopping.
Minha caipirice me dizia que lá de tudo eu podia achar, e com certeza acharia o maior, mais bonito e mais impressionante Cartão pra mandar pra menina. Era o que me impelia a enfrentar o ar condicionado do Eldorado totalmente ensopado, pisando e deixando um rastro molhado no chão de mármore espelhado.


Procurei no Carrefour, na Nobel e na Saraiva, por aproximadamente uma hora e meia.
Como podem imaginar, serviu apenas pra roupa ensopada secar no meu corpo. Pelo menos isto.


Me segurei pra não ir ao cinema, e nem pra comer alguma bobagem no Burger King ou no Mac. Pensei em ir reto pra casa, e talvez eu passar no Iguatemi pra tentar uma última olhada.

E, claro, a chuva ainda mais forte que voltava a cair naquele momento fez o favor de tornar minha paradinha no Eldorado ainda mais infrutífera. Desencanei de ir no Iguatemi, fui andando até em casa, e chegar lá em casa ainda mais ensopado do que no Eldorado foi algo que realmente me surpreendeu.



Depois disto tudo, o cartão do urso florido me parecia ENOOOOOOOOORME. Não me daria ao trabalho de enfrentar outro alagamento paulistano só porque eu queria algo maior para satisfazer meu próprio ego.
Além do mais, pensar em um texto inspirado é que seria o diferencial. O urso florido é que acompanharia o texto, e não o contrário - e eu enfrentei a metrópole congestionada e alagada procurando uma embalagem pro conteúdo, sendo que o conteúdo, talvez, nem precisasse de uma embalagem tão elaborada.


(embora que eu ainda ache que, além de produzir cartões para os perdidamente apaixonados, namorados, cônjuges, noivos, aniversariantes, pais, filhos, amigos, religiosos e para os professores, poderiam fazer cartões também para as pessoas que estão muito a fim de outras pessoas)



Hoje é terça-feira, e remeti o cartão pra casa dela de manhã.
Além de ter me cobrado R$ 0,15 a menos, por falta de troco pra um mico-leão (a nota de R$ 20, lembra? Nada a ver com os micos aqui postados), a atendente me disse que a correspondência demorará de um a dois dias úteis pra chegar na casa dela.



Agora, é ficar na torcida de uma boa impressão...


E na esperança de um retorno.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Colando os cacos - transformando os pedaços em Arte

Meu quarto,
continua uma zona.
Meu carro,
continua fudido.
Minhas dívidas,
continuam um pesadelo.
Minha formatura,
continua a perder de vista.


E,
não mais do que de repente...


Sei que sou Marcelo,
e sei o que quero.

Sobre a FEA USP

Depois de mais de três anos, dois meses e uma semana...



Estou aprendendo a amar este lugar.